Medicamentos

De um modo geral a qualidade de vida não passa pela ação de medicamentos, muito pelo contrário, é prejudicada pela automedicação.

Como temos uma irreversível tendência a sermos crédulos e acreditarmos no que está escrito, houve um tempo em que se imaginava que a indústria farmacêutica tivesse como objetivo produzir remédios para curar doenças, hoje está comprovado que os grandes laboratórios farmacêuticos visam, preponderantemente, produzir doenças que aumentem o consumo de medicamentos.Nas páginas amarelas da Revista Veja de 5 de janeiro de 2005 o entrevistado Dr. Daniel Vasella, presidente mundial da Novartis, empresa que fatura anualmente 30 bilhões de dólares e é um dos cinco gigantes da indústria farmacêutica, declarou textualmente:

"...é errado acreditar que os remédios não tenham efeitos colaterais ou que os laboratórios conheçam todos esses efeitos quando uma nova droga é lançada no mercado. Não há nenhum remédio que não tenha efeito colateral. Eu disse nenhum. Cada droga tem seus efeitos, mais ou menos severos." ( grifo é nosso, para destacar a pertinência desse termo).

Entenda-se efeito colateral como novos distúrbios da saúde, os quais passam a exigir novos medicamentos, ou seja, combate-se uma doença gerando outras mais, e tudo isso é venda, tudo é lucro.

Mas isso até se poderia entender como o "custo" do combate a uma doença, o que não se pode aceitar é a falta de ética dos laboratórios que desenvolvem um eficiente programa de marketing, levando as pessoas a consumirem remédios desnecessários.

O uso de medicamentos se insere no nível das medidas heróicas destinadas a evitar um mal maior, mas que por si só já causam outros males, ainda que se espere que sejam menores, o que nem sempre acontece.