Alimentação

O corpo humano é constituído, a partir de uma matriz genética, pelo que ingerimos e respiramos. Assim sendo, os pais são responsáveis, não somente pela matriz genética, como também pela fase inicial de constituição do organismo dos filhos.

Ao assumirmos plenamente a gestão do nosso corpo o fazemos geralmente despreparados, por inexistência de programas de educação que nos ensinem o que fazer e como agir. Muito pelo contrário, o que existe é uma carga enorme de publicidade, nos levando a consumir produtos totalmente desaconselháveis e prejudiciais, associada a exemplos e estímulos condenáveis.

Os alimentos industrializados, na sua maioria, em nome de uma redução de custo de distribuição e conservação, são verdadeiros coquetéis de produtos químicos, tais como conservantes, espessantes, corantes, estimuladores de sabor, emulsionantes, sabores artificiais etc. etc. “Teoricamente” a quantidade e qualidade desses produtos químicos, não fazem mal a saúde, mas quem pode assegurar isso, se até medicamentos liberados são tirados de linha quando se constata o malefício que ocasionam? Quantos e quantos produtos químicos foram proibidos depois de anos e anos de liberação pelos órgãos “teoricamente” responsáveis? Essas quantidades toleradas pelos órgãos de fiscalização de alimentos partem de pesquisas discutíveis e se baseiam em níveis de acumulação que estão sendo a todo dia modificados pela maior expectativa de vida das pessoas. Não se justifica que para favorecer a indústria de alimentos, sejam liberados produtos quimicamente modificados que envenenam nosso organismo. Mas ninguém nos obriga a consumir esses “alimentos”.

Evitar a ingestão de “alimentos” industrializados, principalmente refrigerantes, enlatados, embutidos, açúcar refinado, misturas prontas, carnes de animais criados e abatidos em condições traumáticas, frutas e verduras com agrotóxicos (especialmente batatas com excelente aspecto, obtido as custas de muito veneno), é essencial.

Adotar uma alimentação natural e sadia, é condição básica para se retardar o desgaste do organismo, e melhorar suas condições de defesa, tornando dispensável o uso de medicamentos. Mas isso não basta.

Ao contrário do que é praticado pela totalidade dos seres vivos, nós humanos desconsideramos os sinais orgânicos de necessidade de alimentos, usualmente chamados de fome, e estipulamos horas fixas para abastecer o organismo. Essa prática eleva a intensidade da sinalização de necessidade de alimentos, e como há um tempo de processamento do processo alimentar, acabamos por ingerir muito mais do que necessitamos. Assim sendo, devemos nos alimentar sempre e quando o organismo mande o sinal. E mais, ressalvados os casos de alimentação compulsiva e motivada por problemas psicológicos, devemos comer o que tivermos vontade. (desde que não sejam alimentos que prejudicam a saúde).

Muitas vezes, sem termos fome, somos levados a ingerir alimentos por razões sociais. Nessas oportunidades somos socialmente induzidos a consumir o que nos é oferecido, pois se torna uma atitude pouco civilizada fazer desfeita. É uma característica cultural nefasta essa de associar alimentação com encontros sociais. O organismo não tem nada a ver com nossas necessidades sociais e é penalizado com ingestão de alimentos desnecessários.

O quanto comer é muito influenciado por fatores psicológicos que nos levam a compensar frustrações com o prazer de comer. Não podemos esquecer que o paladar é um dos nossos cinco sentidos e se queremos sentir prazer podemos ouvir música, olhar algo que nos agrade, sentir perfumes agradáveis, tocar a pessoa amada, sem que se busque compensação exclusivamente na alimentação.

O quanto comer é uma decisão de responsabilidade nossa, e devemos respeitar o organismo, assumindo que alimentação é um processo muito sério, pois dele depende o funcionamento desse sistema maravilhoso que é o corpo humano, pois continuar funcionando com um abastecimento tão precário e agressivo é um verdadeiro milagre da natureza.

Quem tem uma atitude responsável com relação à alimentação, jamais precisará fazer regimes, ótimos para enriquecer seus idealizadores, mas péssimos quanto aos resultados nefastos que geram. Pior do que esses regimes, só mesmo a ingestão de medicamentos para emagrecer, algo tão absurdo que nem vale a pena se comentar num site sobre qualidade de vida.