Perguntas e respostas sobre Mal de Parkinson.
Por que minha mão treme?
O tremor da mão corresponde a um esforço do organismo para descontrair músculos que receberam um comando cerebral de contração, tendo falhado o comando correspondente de descontração.
Por que houve essa falha do organismo?
Algumas células cerebrais sofreram um processo degenerativo decorrente de ingestão de produtos químicos, seja pela alimentação inadequada, ou por “medicamentos”, ou mais provavelmente pelos dois motivos associados.
Essa falha é irreversível?
Certamente que não, pois o organismo continuamente está se regenerando e as células cerebrais não constituem uma exceção, mas para que isso ocorra causas devem ser removidas.
Mas por que mesmo corrigindo esses aspectos o problema continua?
Qualquer parte do organismo se desenvolve e regenera em função do estímulo que recebe, pois a função faz o órgão. A degeneração ocorre, geralmente, em cérebros que foram, ou estão sendo, desativados.
Por que a medicina considera o Mal de Parkinson incurável?
Os portadores deste mal não aceitam o tremor e solicitam um “medicamento” que o faça diminuir ou, de preferência, desaparecer, por algum tempo que seja, mesmo sabendo que isso não durará muito.
Por que volta o tremor depois de algum tempo de uso do medicamento?
Os “medicamentos” suplementam falhas de componentes químicos que participam do processo de transmissão do comando neurológico, mas essa reposição é grosseira, e obriga a alterações de dosagem na busca de uma quantidade mais conveniente, tudo num processo de erro e acerto.
Mas então é uma questão de acertar a dose?
Ocorre que o organismo tendo recebido doses maciças deste componente vai diminuindo sua produção ficando dependente da ingestão externa, a tal ponto que a dose tem de ser continuamente aumentada para fazer o mesmo efeito.
Então, mesmo sendo dependente, é só uma questão de aumentar a dose?
Não é assim, pois esses “medicamentos” interferem com outros componentes químicos do organismo e a dose não pode ser aumentada além de certo limite, atingindo seu limiar de toxidez.
Mas se essa é uma solução transitória, por que é recomendada?
Nós clientes quando procuramos tratamento apresentamos nossa queixa principal, pela qual buscamos solução, e a queixa, no caso do Mal de Parkinson é principalmente quanto aos inconvenientes do tremor.
A culpa é nossa se não dá certo?
O Mal de Parkinson só acomete adultos responsáveis, e as decisões são de nossa responsabilidade, pois os medicamentos são liberados pelos órgãos de fiscalização e são recomendados por pesquisas clínicas. Em termos de responsabilidade o Código de Ética Médica define bem nossa participação neste assunto.
Será justo atribuir a nós que estamos tão fragilizados essa responsabilidade?
Não podemos nos isolar, temos de interagir, assumir o transtorno de forma adulta, discutir, estudar e, mais que tudo, fazer uma parceria com nosso próprio organismo.
Como se faz essa tal de parceria?
Um parceiro, para ser realmente um parceiro, deve respeitar o outro, o que significa escutar o que ele diz e, se possível, atender suas demandas.
Que tipo de demanda?
O organismo é totalmente dependente da nossa vontade, ele se alimenta do que fornecemos para ele, seja de sólidos, líquidos e do próprio ar que respiramos. Faça um exame de consciência, pois nesse diálogo não cabe se analisar o que já tem sido tão discutido e continuamos desconsiderando.
Que sinais ele manda?
O mais usual é a dor que nos apressamos em calar, tomando produtos químicos que impeçam sua manifestação. No nosso caso de Transtornos Neurológicos Psicomotores o organismo, além de nos chamar a atenção, tenta descontrair pelo tremor a musculação que foi acionada de forma imperfeita.
Devemos ajudar o organismo, estimulando o tremor?
Certamente que sim. Ele já age bem, tremendo quando estamos em repouso, pois isso causa menos transtorno, mas nos constrange ainda mais, não por perda de funcionalidade, mas sim por constrangimentos sociais. Devemos estimular os tremores, o que chamamos de “tremoterapia”.
O que é essa Tremoterapia”?
O tremor é fisiológico, trememos de frio, trememos de raiva, estimulamos o tremor para controlar uma contração tipo câimbra, ou seja, aceitamos o tremor com sendo, e realmente é, uma forma racional de manifestação muscular. A Tremoterapia é a utilização do tremor para evitar a rigidez muscular que torna incurável o Mal de Parkinson, mediante a utilização dos recursos convencionais.
Mas se o comando cerebral gera tremor e isso continua ocorrendo, vamos tremer sempre?
Nosso esforço principal deve ser no sentido de corrigirmos as causas que determinaram a degeneração das células cerebrais, e isso só depende de nós, pois não foi ocasionada por nenhum agente externo, mas sim pelo mal trato que demos ao organismo.
Que tempo devo esperar para que essa mudança resulte em algo prático e corrija o problema?
Assim como a degeneração foi lenta, a recuperação também será. Podemos, entretanto, ajudar esse processo, mentalizando nossa intenção de fazer essa recuperação. Assim como problemas de ordem psicológica influem na resposta motora do cérebro, o contrário é possível, sendo válido e eficaz mentalizarmos o desejo da recuperação.
Isso tem algo a ver com religiosidade?
A mente de cada um de nós responde a seus estímulos pessoais, religião é um estímulo certamente válido, pois a fé ajuda nos processos mentais. A ciência reconhece o valor e a importância do efeito placebo, dos resultados obtidos com falsos medicamentos, pela simples crença de que iriam fazer efeito.
Isso não é complicado demais para a gente que é leiga administrar?
A maioria de nós não entende nada de mecânica de automóvel, mas sabemos muito bem que combustível utilizar e que manutenção ele necessita. Aplicar esse mesmo bom senso ao nosso organismo não é nada difícil, já que ele, certamente, é bem mais valioso do que qualquer automóvel.
A mecânica do automóvel é relativamente simples, já o organismo é muito complexo, não é verdade?
Pode ser complexo, mas é de uma racionalidade e coerência fascinantes. Todos nós tivemos em alguma ocasião inchaço dos pés durante uma viagem longa de avião ou, mesmo, de carro ou ônibus. Entendemos que foi uma conseqüência de não termos movimentado as pernas e que isso passará logo. Quando, entretanto, nossos músculos enrijecidos por termos tomado medicamentos para que não tremessem, apresentam edema dos pés e pernas, tomamos outros medicamentos para combater esse edema. A lógica do organismo é a mesma, a nossa resposta é que é diferente.
Mas se tenho tremores num lado só do corpo, qual a lógica de inchar ambas pernas?
O lado que tem tremores vai aos poucos enrijecendo os músculos, e como as pernas no caminhar trabalham em sintonia, a outra fica prejudicada. Caso ela insistisse em se movimentar como poderia por não ter músculos enrijecidos, cairíamos por perda de equilíbrio motor, pelo descompasso entre elas. Isso nos leva a diminuir o tamanho dos passos, até chegarmos a imobilidade total com inchaço.
Qual a solução?
A Tremoterapia indica que primeiro se massageie as pernas inchadas até conseguir apalpar os músculos. Vai se constatar que eles estão enrijecidos, verdadeiros feixes musculares rígidos. É preciso massagear um por um, sendo fácil identificar, pois dói à massagem, indicando que se está atuando sobre um músculo que precisa ser descontraído. Esse é um processo diário, e de resultado muito rápido.
O tremor pára?
Não, no inicio aumenta, pois o organismo entende que essa é a melhor massagem, mesmo porque ela não dói, o que significa que é a mais fisiológica. Acontece que com edema e músculos enrijecidos, não se consegue nem provocar o tremor, ocorrendo ele espontaneamente e nos momentos que entendemos menos oportunos. Quando os músculos estiverem descontraídos podemos estimular os tremores, que cessarão totalmente logo que a descontração muscular seja total.
Nos braços e pernas isso é viável, mas o que fazer quanto à deglutição, salivação e fala?
A musculatura do pescoço é a responsável por esses problemas, e o procedimento é o mesmo, ajudado por tremores provocados na garganta, na mandíbula e em todos os músculos da região. O incrível é que até os músculos da face começam a tremer, e em pouco tempo o lado que tinha problema começa a se assemelhar ao outro, perdendo aquela rigidez desagradável. Evidentemente provocamos os tremores nas ocasiões mais oportunas e os espontâneos vão rareando até não ocorrerem mais.
Texto elaborado por Carlos Reinaldo Mendes Ribeiro e Cristina Haberl, no dia 15 de março de 2010, no Sítio Ecológico Etiel, em Gramado - RS -Brasil.
O tremor da mão corresponde a um esforço do organismo para descontrair músculos que receberam um comando cerebral de contração, tendo falhado o comando correspondente de descontração.
Por que houve essa falha do organismo?
Algumas células cerebrais sofreram um processo degenerativo decorrente de ingestão de produtos químicos, seja pela alimentação inadequada, ou por “medicamentos”, ou mais provavelmente pelos dois motivos associados.
Essa falha é irreversível?
Certamente que não, pois o organismo continuamente está se regenerando e as células cerebrais não constituem uma exceção, mas para que isso ocorra causas devem ser removidas.
Mas por que mesmo corrigindo esses aspectos o problema continua?
Qualquer parte do organismo se desenvolve e regenera em função do estímulo que recebe, pois a função faz o órgão. A degeneração ocorre, geralmente, em cérebros que foram, ou estão sendo, desativados.
Por que a medicina considera o Mal de Parkinson incurável?
Os portadores deste mal não aceitam o tremor e solicitam um “medicamento” que o faça diminuir ou, de preferência, desaparecer, por algum tempo que seja, mesmo sabendo que isso não durará muito.
Por que volta o tremor depois de algum tempo de uso do medicamento?
Os “medicamentos” suplementam falhas de componentes químicos que participam do processo de transmissão do comando neurológico, mas essa reposição é grosseira, e obriga a alterações de dosagem na busca de uma quantidade mais conveniente, tudo num processo de erro e acerto.
Mas então é uma questão de acertar a dose?
Ocorre que o organismo tendo recebido doses maciças deste componente vai diminuindo sua produção ficando dependente da ingestão externa, a tal ponto que a dose tem de ser continuamente aumentada para fazer o mesmo efeito.
Então, mesmo sendo dependente, é só uma questão de aumentar a dose?
Não é assim, pois esses “medicamentos” interferem com outros componentes químicos do organismo e a dose não pode ser aumentada além de certo limite, atingindo seu limiar de toxidez.
Mas se essa é uma solução transitória, por que é recomendada?
Nós clientes quando procuramos tratamento apresentamos nossa queixa principal, pela qual buscamos solução, e a queixa, no caso do Mal de Parkinson é principalmente quanto aos inconvenientes do tremor.
A culpa é nossa se não dá certo?
O Mal de Parkinson só acomete adultos responsáveis, e as decisões são de nossa responsabilidade, pois os medicamentos são liberados pelos órgãos de fiscalização e são recomendados por pesquisas clínicas. Em termos de responsabilidade o Código de Ética Médica define bem nossa participação neste assunto.
Será justo atribuir a nós que estamos tão fragilizados essa responsabilidade?
Não podemos nos isolar, temos de interagir, assumir o transtorno de forma adulta, discutir, estudar e, mais que tudo, fazer uma parceria com nosso próprio organismo.
Como se faz essa tal de parceria?
Um parceiro, para ser realmente um parceiro, deve respeitar o outro, o que significa escutar o que ele diz e, se possível, atender suas demandas.
Que tipo de demanda?
O organismo é totalmente dependente da nossa vontade, ele se alimenta do que fornecemos para ele, seja de sólidos, líquidos e do próprio ar que respiramos. Faça um exame de consciência, pois nesse diálogo não cabe se analisar o que já tem sido tão discutido e continuamos desconsiderando.
Que sinais ele manda?
O mais usual é a dor que nos apressamos em calar, tomando produtos químicos que impeçam sua manifestação. No nosso caso de Transtornos Neurológicos Psicomotores o organismo, além de nos chamar a atenção, tenta descontrair pelo tremor a musculação que foi acionada de forma imperfeita.
Devemos ajudar o organismo, estimulando o tremor?
Certamente que sim. Ele já age bem, tremendo quando estamos em repouso, pois isso causa menos transtorno, mas nos constrange ainda mais, não por perda de funcionalidade, mas sim por constrangimentos sociais. Devemos estimular os tremores, o que chamamos de “tremoterapia”.
O que é essa Tremoterapia”?
O tremor é fisiológico, trememos de frio, trememos de raiva, estimulamos o tremor para controlar uma contração tipo câimbra, ou seja, aceitamos o tremor com sendo, e realmente é, uma forma racional de manifestação muscular. A Tremoterapia é a utilização do tremor para evitar a rigidez muscular que torna incurável o Mal de Parkinson, mediante a utilização dos recursos convencionais.
Mas se o comando cerebral gera tremor e isso continua ocorrendo, vamos tremer sempre?
Nosso esforço principal deve ser no sentido de corrigirmos as causas que determinaram a degeneração das células cerebrais, e isso só depende de nós, pois não foi ocasionada por nenhum agente externo, mas sim pelo mal trato que demos ao organismo.
Que tempo devo esperar para que essa mudança resulte em algo prático e corrija o problema?
Assim como a degeneração foi lenta, a recuperação também será. Podemos, entretanto, ajudar esse processo, mentalizando nossa intenção de fazer essa recuperação. Assim como problemas de ordem psicológica influem na resposta motora do cérebro, o contrário é possível, sendo válido e eficaz mentalizarmos o desejo da recuperação.
Isso tem algo a ver com religiosidade?
A mente de cada um de nós responde a seus estímulos pessoais, religião é um estímulo certamente válido, pois a fé ajuda nos processos mentais. A ciência reconhece o valor e a importância do efeito placebo, dos resultados obtidos com falsos medicamentos, pela simples crença de que iriam fazer efeito.
Isso não é complicado demais para a gente que é leiga administrar?
A maioria de nós não entende nada de mecânica de automóvel, mas sabemos muito bem que combustível utilizar e que manutenção ele necessita. Aplicar esse mesmo bom senso ao nosso organismo não é nada difícil, já que ele, certamente, é bem mais valioso do que qualquer automóvel.
A mecânica do automóvel é relativamente simples, já o organismo é muito complexo, não é verdade?
Pode ser complexo, mas é de uma racionalidade e coerência fascinantes. Todos nós tivemos em alguma ocasião inchaço dos pés durante uma viagem longa de avião ou, mesmo, de carro ou ônibus. Entendemos que foi uma conseqüência de não termos movimentado as pernas e que isso passará logo. Quando, entretanto, nossos músculos enrijecidos por termos tomado medicamentos para que não tremessem, apresentam edema dos pés e pernas, tomamos outros medicamentos para combater esse edema. A lógica do organismo é a mesma, a nossa resposta é que é diferente.
Mas se tenho tremores num lado só do corpo, qual a lógica de inchar ambas pernas?
O lado que tem tremores vai aos poucos enrijecendo os músculos, e como as pernas no caminhar trabalham em sintonia, a outra fica prejudicada. Caso ela insistisse em se movimentar como poderia por não ter músculos enrijecidos, cairíamos por perda de equilíbrio motor, pelo descompasso entre elas. Isso nos leva a diminuir o tamanho dos passos, até chegarmos a imobilidade total com inchaço.
Qual a solução?
A Tremoterapia indica que primeiro se massageie as pernas inchadas até conseguir apalpar os músculos. Vai se constatar que eles estão enrijecidos, verdadeiros feixes musculares rígidos. É preciso massagear um por um, sendo fácil identificar, pois dói à massagem, indicando que se está atuando sobre um músculo que precisa ser descontraído. Esse é um processo diário, e de resultado muito rápido.
O tremor pára?
Não, no inicio aumenta, pois o organismo entende que essa é a melhor massagem, mesmo porque ela não dói, o que significa que é a mais fisiológica. Acontece que com edema e músculos enrijecidos, não se consegue nem provocar o tremor, ocorrendo ele espontaneamente e nos momentos que entendemos menos oportunos. Quando os músculos estiverem descontraídos podemos estimular os tremores, que cessarão totalmente logo que a descontração muscular seja total.
Nos braços e pernas isso é viável, mas o que fazer quanto à deglutição, salivação e fala?
A musculatura do pescoço é a responsável por esses problemas, e o procedimento é o mesmo, ajudado por tremores provocados na garganta, na mandíbula e em todos os músculos da região. O incrível é que até os músculos da face começam a tremer, e em pouco tempo o lado que tinha problema começa a se assemelhar ao outro, perdendo aquela rigidez desagradável. Evidentemente provocamos os tremores nas ocasiões mais oportunas e os espontâneos vão rareando até não ocorrerem mais.
Texto elaborado por Carlos Reinaldo Mendes Ribeiro e Cristina Haberl, no dia 15 de março de 2010, no Sítio Ecológico Etiel, em Gramado - RS -Brasil.
Reprodução autorizada e desejada.